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CATÁLOGO DE PRODUTOS  

Sistema de Escape

 
Nas primeiras gerações de automóveis, o escape era considerado pelos condutores como um elemento inútil, que limitada a performance do veículo e impedia o condutor de “sentir” o motor. Hoje em dia, no entanto, o sistema de escape tornou-se uma função de primeiro plano e de alta tecnologia, que está intimamente ligada ao desempenho global da mecânica e à protecção do ambiente (esquema 1), portanto, hoje em dia reparar o escape deixou de ser uma opção de “mais mês menos mês” para se tornar numa exigência técnica inadiável e um imperativo cívico incontornável. Por outro lado, a reparação do sistema de escape deixou de estar ao alcance de amadores e curiosos.

 

 

 


 
 
PARTE I

1. DIAGNÓSTICO (PARTE FRIA)

Existem vários métodos de verificação dos sistemas de escape que permitem detectar anomalias e desgastes que levam à ineficiência deste componente.

 

1.1 Diagnóstico - Comprovação visual

Se a panela do silenciador estiver perfurada devido à corrosão, produzem-se fugas que comprometem o fluxo óptimo dos gases de escape, aumentando o nível de ruído, o consumo de combustível, a poluição do ambiente, e, eventualmente, a própria intoxicação dos ocupantes do veículo

 

Além dos danos exteriores, o silenciador possui componentes internos que são afectados em grau superior pela corrosão (tubos, tubos perfurados e divisórias). Ao abanar o silenciador / sistema de escape, se for escutado um ruído semelhante ao da areia, certamente o interior do escape está irremediavelmente danificado pela corrosão. Além do nível de ruído ser superior, os gases de escape encontram resistências na sua passagem pelo silenciador, prejudicando o funcionamento do motor e agravando o consumo do combustível.

Uma zona especialmente sensível do escape, são os locais onde os tubos se ligam às panelas/ silenciadores devido a curvaturas, vibrações, soldaduras e permanência de unidades. Indícios de corrosão em avançado estado, fissuras e orifícios, bem como folgas nas uniões, provocam igualmente os mesmos inconvenientes.

Os suportes metálicos tanto do escape como do próprio veículo, são fundamentais para a preservação da estabilidade da linha de escape, evitando que sofra vibrações excessivas e torções indesejáveis. Por tal facto, se estivem partidos, dobrados ou enfraquecidos pela corrosão, não desempenharam o seu papel de forma adequada.

Complementarmente aos suportes metálicos, os suportes de borracha não devem também apresentar sinais de endurecimento, fissuras ou deformações. Em caso de falhas de um desses sistemas (suportes ou borrachas), o sistema de escape começará primeiro por vibrar descontroladamente, embatendo no chassis da viatura. Numa segunda fase, poderá mesmo ocorrer o desprendimento de componentes, podendo provocar graves consequências para a segurança do veículo ou a terceiros.

Para verificar se um sistema de escape está bem montado e os apertos / uniões estão em bom estado de funcionamento, provoca-se uma oscilação manual do sistema de escape em toda a sua extensão. Os tubos e silenciadores não devem tocar em nenhum ponto da plataforma do veículo. A tensão das borrachas de suspensão do escape, também se devem apresentar uniforme de forma a assegurar uma maior longevidade do sistema de escape e um adequado desempenho funcional.

Uma vez que o escape não pode ser construído numa única peça, existem ligações entre os diversos componentes do sistema, que normalmente são unidos por abraçadeiras, porcas e parafusos. Quando a corrosão atinge estas uniões, elas tornam-se inúteis, visto já não cumprirem a sua função - aperto. A solução é cortá-las e substituí-las.

 

 

2. DESMONTAGEM DE SISTEMAS DE ESCAPE (PARTE FRIA)

Para efectuar a desmontagem do sistema de escape do veículo, devem ser observados os seguintes passos:


1. O veículo deve ser levantado com um elevador, até à posição equilibrada, onde o operador possa ter fácil acesso a todo o sistema de escape (em muitos casos é necessário rodar ou puxar energicamente nos tubos, o que exige uma posição de trabalho perfeitamente ergonómica);

2. Antes de soltar as abraçadeiras, é importante fixar a sua posição de montagem, visto que os parafusos podem estar dispostos em diferentes posições: verticalmente, horizontalmente ou até mesmo em oblíquo.

3. Verificar o grau de oxidação dos pernos e porcas. Caso sejam recuperáveis, devem ser bem oleados, com um produto desoxidante, uma vez que, naquele estado (oxidados), partem facilmente ao desapertar.

4. Para separar as uniões é igualmente necessário utilizar um óleo desoxidante, antes de tentar realizar manualmente e com a ajuda de um martelo. Se após torcer e puxar os tubos com energia, as ligações não se soltarem, é porque estão praticamente soldadas pela corrosão e depósitos diversos.

5. Para separar ligações com aderência superior ao normal, a melhor solução é cortar o tubo numa extensão de 10 cm aprox., com a ajuda de uma serra de metais ou um corta-tubos de corrente.

6. Um processo expedito e seguro de cortar o tubo da panela traseira, quando se mantém o silencioso intermédio, é usar um cinzel e um martelo de precursão pneumático. O maçarico e a rebarbadora não são aconselháveis para trabalhos em escapes montados no veículo, pois podem gerar incêndios.

 

2.1 Uniões


Existem quatro tipos de uniões para ligar subconjuntos sistemas de escape:


a) União com patilhas gémeas perfuradas;

b) União tipo macho-fêmea com abraçadeira;

c) União cónica com abraçadeira de perfil côncavo;

d) Tubo de reparação, tubo com duas abraçadeiras;

 


3. MONTAGEM DE SISTEMAS DE ESCAPE (PARTE FRIA)

Para efectuar a montagem do sistema de escape do veículo, devem ser observados os seguintes passos:

O uso de produtos de vedação hermética na união dos componentes do sistema de escape é recomendado. Este procedimento assegura uma excelente vedação e previne o aparecimento de corrosão, facilitando também as futuras substituições dos vários elementos.

As uniões dos vários elementos constituintes do sistema de escape devem ficar sólidas e sem tensões laterais / desvios dos elementos de ligação. Caso tal situação não se verifique, o comprimento dos tubos deve ser corrigido.

Após a substituição, e para expulsar eventuais depósitos de metal oxidado e de carvão existentes no sistema, é conveniente proceder à aceleração do motor até à rotação à qual o motor desenvolve a potência máxima, várias vezes. Se o fluxo de detritos for demasiado elevado, pode significar que os sistemas não substituídos estão deteriorados, sendo preferível substitui-los.

Antes de realizar os apertos das uniões e fixações, deve fazer-se uma união provisória dos vários componentes do sistema de escape, afim de verificar a conformidade das medidas das abraçadeiras bem com o correcto posicionamento do sistema. Todos os acessórios oxidados devem ser substituídos. Caso contrário propagarão a oxidação aos novos componentes, para além de não realizarem o aperto necessário.

Os suportes de borracha com indício de endurecimento, fissuras ou distensão, devem ser obrigatoriamente substituídos. Os apoios do motor e da caixa de velocidades devem igualmente ser verificados. O seu mau estado induz vibração ao sistema de escape, danificando-o precocemente.

 


 
 
 
 

 

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